O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico

Anne Frank

Anne Frank é um símbolo da tortura e perseguição feita ao povo judeu. Estas ações  resultaram na morte de milhões de pessoas.

O seu legado é uma recordação e um contributo histórico de uma das fases mais negras e desumanas da história. Anne é uma jovem menina que recorre ao seu diário para descrever  os seus sentimentos e anseios. Numa época de perseguição, em que o medo é o companheiro, e a esperança é a luz que permite seguir em frente.

Foram surgindo diversos livros sobre o tema do Holocausto, mas um dos mais sobejamente conhecidos é o diário de Anne Frank. Atualmente existem várias adaptações inclusive em cinema, no entanto mais recentemente surgiu esta versão em BD.

Ari Folman e David Polonsky tiveram como objetivo principal chegar ao público mais jovem, pretendendo alcançar o seu interesse e despertar a sua atenção, na atualidade a imagem é cada vez mais importante e envolvente, numa era em que os jovens não sentem o verdadeiro apelo pela leitura surge este clássico com cor, emoção e proximidade. A qualidade aliou-se à imagem visual transportando o leitor para uma dura realidade não quebrando a mensagem final.

É uma obra que tem em vista conquistar miúdos e graúdos, a história não é nova mas transmite uma mensagem e humanização que não se consegue através do livro original.

Anne Frank

  • Titulo: “O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico”.
  • Editor: Porto Editora, S.A.
  • Mais informação aqui.
Considerações

É um livro que a maioria já terá lido, ou que simplesmente sabe a história. No entanto todos nós sabemos que não é um livro fácil pois já sabemos qual é o fim. Nesta versão deparamo-nos com o retrato real desta menina-moça. Que acredita em melhores dias, que se apaixona, aborrece e enfurece-se como qualquer outra menina da sua idade.

O livro e a BD são géneros distintos, e por isso mesmo incomparáveis. Neste género a história é mais acelerada, a ação não pára. Seria impossível uma versão íntegra do original, pois caso assim fosse tornar-se-ia um livro muito pesado. E uma vez dirigido a um público diferente perder-se-ia o objetivo. O género em si não deixa ninguém indiferente, e o apelo das cores com a associação da história. Ela faz-nos querer ver e descobrir o que está para além das palavras e imagens. Uma obra bem conseguida que alia o clássico à expressão visual de forma a cativar e prender numa visão juvenil.

Sinopse

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.

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