Conversámos com Arjun Gupta e Olivia Taylor Dudley de “The Magicians”

“The Magicians”, Na passada sexta feira

Tivemos a possibilidade de trocar algumas impressões com Arjun Gupta e Olivia Taylor Dudley. Abordamos a nova temporada da serie “The Magicians” assim como outros temas sobre a serie.

Deixamos desde já os nossos agradecimentos ao SYFY, pela oportunidade e aos atores pela boa disposição e disponibilidade.

É importante esclarecer que ambos os atores foram de uma simpatia extraordinária e muito descomplexados nas suas respostas. O que tornou a entrevista numa conversa cheia de boa disposição.

Dois aspetos a referir foi o cuidado de Arjun Gupta em conseguir dizer corretamente algumas palavras em Português. Já Olivia Taylor Dudley falou nos um pouco e com grande ternura da sua avó de ascendência Portuguesa, e confessando que pretende voltar em breve ao nosso país.

Pudemos concluir de imediato que a serie está repleta de bons atores e também boas pessoas, o que é sempre gratificante de verificar.

A entrevista

Vamos transcrever aqui as nossas perguntas e as respostas, abreviando os nomes Arjun Gupta (AG)  e Olivia Taylor Dudley (OTD).

P: Qual foi o momento mais cómico que ocorreu durante as gravações?

AG: no quarto episodio trabalhei com ator chamado Dustin Ingram. Ele talvez seja uma das pessoas mais engraçadas que alguma vez conheci. Como atores todos gostamos de ser assim empenhados nas personagens, mas com o Dustin é sempre assim, no fim de todos os takes acabávamos a rir.

OTD: Esta temporada fazemos muito mais cenas juntos e se juntamos este grupo em particular, não se consegue fazer nada, é impossível. O Jason Ralph (Quentin Coldwater) adora pregar partidas. Ele tem uma mala em que tem sempre galinhas de borracha, whoopee cushion (almofadas para imitar sons de flatulência) e está sempre a meter se com toda a gente no “set”. Estamos sempre a ser chamados à atenção por estarmos a gritar, a cantar ou a falar demais, mas divertimo-nos imenso.

P: Qual a cena mais difícil de gravar durante a serie?

AG: oh uau, a cena mais difícil foi o final desta temporada, acabamos por gravar de uma forma que eu nunca tinha gravado em toda a minha carreira. Foi filmado como se fosse uma cena de teatro, uma cena de 10 paginas.

OTD: foi separada em 3 dias, e filmamos com todos os atores e por ordem, pedaço a pedaço. Esta não é a forma como normalmente se filma em televisão nem em cinema.

AG: E ainda por cima de forma cronológica, cheia de efeitos visuais. Existiam pausas nas cenas, mas tudo realizado de forma admirável pelo Chris Fisher. Foi muito desafiante, mas muito difícil porque foi o fim da temporada e estávamos todos um pouco cansados.

OTD: eu estava com gripe.

AG: Mas para mim a cena mais difícil foi na temporada 1, quando o “Penny” (Personagem de Arjun) tem uma overdose. E está a ouvir tantas vozes que chega a um ponto que está pronto a cometer suicídio. E senti uma necessidade de transmitir essa historia com verdade e um grande desafio e muito difícil. Obrigado á equipa pela ajuda e por manterem um ambiente saudável. E me manterem a salvo também que tive de levar a personagem a esse extremo.

OTD: A cena em que “Alice” (Personagem de Olivia) mata a besta, na temporada dois foi incrivelmente desafiante para mim. Foram dois dos dias mais difíceis que tive no “set”, com toneladas de cenas muito físicas, foi extenuante. Já no fim, quanto tens de fazer feitiços e a “Alice” tem de fazer muitos feitiços e eu já não conseguia sentir os meus braços, até ao ponto de ficarem feridos, foi intenso.

P: Atendendo que na serie são utilizados muitos efeitos especiais, como e o que sentem quando visualizam o produto final?

OTD: nós temos muita sorte nesta serie, porque acabamos por fazer muita das coisas de forma pratica, assim como noutras em que os efeitos são adicionados mais tarde, mas se pomos alguma coisa em chamas de facto esse objeto fica em chamas. Se atiro alguma coisa pela sala, existe mesmo alguma coisa que é lançada pela sala. Portanto não trabalhamos com croma assim com tanta frequência, portanto parece que estamos mesmo a executar a magia e conseguimos ver o trabalho fantástico que os efeitos visuais efetuam.
As coisas que eles adicionam, a magia e coisas a brilhar levam as imagens a um excelente nível e é ainda mais excitante de ver quando chega ao ecrã.

AG: existem tantas pessoas envolvidas a ajudarem a tornar a serie num sucesso, Darren Marcoux e toda a sua equipa, a incrível equipa da FUSEFX, é uma colaboração, é um processo colaborativo tão grande, mas acima de tudo temos muita sorte de ver essas coisas acontecerem em tempo real.

P: São fão dos livros e já os conheciam antes da serie?

AG, OTD: somos grandes fans!

OTD: eu não conhecia os livros até ter lido o piloto e depois li de rajada os 3 livros e na verdade apaixonei me por eles, portanto não os conhecia até ter aparecido este projeto.

AG: eu não os conhecia até ter feito a audição, só depois descobri que era baseado nos livros. Eu decidi esperar para os ler até ter a certeza que o emprego era meu. Eu não queria apaixonar me por eles e depois ficar de fora.

OTD: foi o que fiz também, comecei a apaixonar me pelos livros antes de ter a certeza que o papel era meu e depois fiquei ansiosa para ter a certeza que ficava com o papel.

P: Se pudessem escolher que outro papel interpretaria na serie e porquê?

AG: Eu fiz as audições para “Eliot” e “Penny” simultaneamente e inicialmente escolhi fazer todo o trajeto como “Eliot”. Depois disseram me que gostariam de ver o que eu conseguia fazer com o “Penny” e assim que revisitei a personagem apaixonei me por ela e felizmente foi com ela que fiquei. Mas se tivesse que escolher outro papel seria “Eliot”.

OTD: eu escolheria o “Eliot” também, adorava fazer de “Eliot” ele é um personagem engraçado que representa uma serie de coisas extraordinárias. Ninguém conseguiria fazer de “Eliot” tão bem quanto o Hale Appleman (Actor que faz o papel de Eliot Waugh). Eu quero fazer a versão do Hale, não a quero mudar, só queria viver aquilo porque ele é tão divertido.

P: Atendendo que têm Marlee Matlin no elenco e ela é vencedora de um Óscar, acham que esse facto gera mais responsabilidade para vocês e para a serie, assim como exposição e validação? E como é trabalhar com ela?

OTD: A Marlee é fantástica, ela chega ao “set” tão bem preparada e é tão presente, eu sou uma fan dela desde muito nova e ela é tão bem-disposta e é tão fácil trabalhar com ela.

Ela aconselha nos por estarmos sempre na brincadeira e acabou por se tornar numa grande amiga e é uma grande honra que ela esteja no elenco.

AG: sim, é uma honra tê la no elenco, ela é brilhante no que faz, eu aprendi muito no curto período de tempo que trabalhei com ela, em todos os momentos que estive com ela. Mas além disso é muito gratificante trabalhar numa serie que tem uma personagem que é surda e isso é apenas uma parte porque acima de tudo é uma humana que também é surda, mas sobretudo humana e acho que foi isso que fez com que a Marlee aceitasse entrar na serie. Assim como todos nós que sentimos que estamos a quebrar estereótipos, sem machos alfa, e personagens assim são raros. E não existe assim tantos papeis como este para homens de ascendência Indiana na televisão dos Estados Unidos, e tem sido muito bom fazer parte de algo assim.

E acho que sendo assim nos dá mais credibilidade, acho que as pessoas imaginam:

“ela (Marlee Matlin) está no elenco, ela é uma grande atriz”

Logo dá á serie mais legitimidade, e isso diz muito do poder que o nome dela traz. E além disso ela ensinou-me a dizer palavrões em linguagem gestual. (gargalhada geral).

 

Foi neste tom bem-disposto que terminamos a nossa conversa, mais uma vez os nossos agradecimentos ao Arjun Gupta e á Olivia Taylor Dudley.

Um agradecimento muito especial á organização, foi de excelência!

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